Manuela Kriscak


Manuela KriscakManuela Kriscak nasceu em Trieste, onde se diplomou em Piano e Canto pelo conservatório Tartini. Iniciou a sua carreira após sagrar-se vencedora do Concurso Sperimentale Belli di Spoleto, nos papéis de Musetta de La Bohème de Puccini e Rosalinde d’ O Morcego de Strauss.
Em 1993 foi convidada pelo maestro Spiros Argiris a cantar no Teatro Massimo Bellini, em Catania, o papel de Zerlina de Don Giovanni de Mozart. Posteriormente, na mesma temporada, cantou Monica de The Medium de Gian Carlo Menotti.
Cantou também Kristina de Vec Makropulos de Janacek na Ópera Nacional de Rhin, em Estrasburgo, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, no Festival de Glyndebourn, sob a direcção de Andrew Davis, no Royal Albert Hall de Londres e no Gran Teatre del Liceu em Barcelona. Manuela Kriscak interpretou várias personagens mozartianas, entre as quais, Zerlina, numa nova produção em Maastricht com a Ópera Zuid e, mais tarde, no Teatro Comunale de Ferrara sob a direcção de Claudio Abbado; Susanna de As Bodas de Fígaro na Ópera de Rennes e Papagena d’ A Flauta Mágica no Teatro Verdi. Estreou-se no Teatro alla Scala de Milão com o maestro Riccardo Muti no papel de Armide de Gluck. Cantou Gretel de Hänsel e Gretel de Humperdinck no Festival de Todi e interpretou o seu primeiro papel wagneriano no Teatro Lírico de Cagliari com Farzana de As Fadas.
O seu repertório abarca tanto personagens de óperas barrocas, como é o caso de Marzia de Catone in Utica (Opéra Comique de Paris) de Vivaldi, Ergilla de O Ídolo Chinês de Paisiello, Madama Cortese de A Viagem a Reims, Sophia de O Senhor Bruschino (Teatro Nacional Esloveno em Ljubljana) e Giulia de La Scala di Seta de Rossini. Manuela Kriscak cantou ainda Micaëla da Carmen de Bizet (Festival Fiesole em Florença) e as protagonistas Liù (Turandot), personagem com a qual se apresentou recentemente no Teatro Nacional e no Centro de Artes Performativas de Seul, sob a direcção de Katia Ricciarelli. Interpretou reiteradas vezes Adina d’ O Elixir de Amor de Donizetti.
Recentemente foi Violetta de La Traviata de Verdi na Ópera Fargo-Moorhead com direcção de Anthony Barrese, Lauretta de Gianni Schicchi e Monica de The Medium no Teatro Verdi de Trieste. Também aqui cantou o Gloria de Poulenc.
Apresentou-se em concerto em Spoleto, Bolonha, Trieste, Bergamo, Sassari, Barcelona, Tóquio e Nova Iorque.
Na área da oratória foi solista nos Requiem de Mozart e Schumann, na Lobgesang e no Magnificat de Mendelssohn, no Te Deum de Dvorák e na Gloria de Poulenc. Em Espanha, sob a direcção de Ros Marbà, cantou a Nona Sinfonia de Beethoven, e no Teatro Verdi de Trieste foi solista nos Carmina Burana de Carl
Orff. Para o evento Mittelfest di Cividale o compositor Giampaolo Coralinvited convidou-a a cantar a música de cena da peça Demoni e fantasmi notturni della città di Perla, tendo, a partir de então, desenvolvido uma longa colaboração com o compositor. Para além dos nomes já referidos, cantou sob a direcção de A. Oestman, Gabor Otvos, Zoltan Pesko, Andrew Davis, Marco Zambelli, Jan Claude Malgoire, Tiziano Trabalhou com os encenadores Pierluigi Pizzi, Stefano Vizioli, N. Lehnhoff, Lorenzo Mariani, Italo Nunziata, Simona Marchini, Katia Ricciarelli, Gilbert Deflò, Pierre Constant, Giancarlo Menotti, Beni Montresor, Giulio Ciabatti, David Bartholomew e Cesare Lievi.
Para além das salas mencionadas, apresentou-se também no Teatro Rendano de Cosenza, Teatro Grande de Brescia, Teatro Sociale de Como, Teatro Fraschini de Pavia, Teatro Ponchielli de Cremona e Teatro Sejong de Seul.

 

Carlos Guilherme


Carlos GuilhermeCarlos Guilherme nasceu em Lourenço Marques. Estudou com John Labarge no Conservatório Regional do Algarve e foi cantor residente do Teatro Nacional de S.Carlos de 1980 a 1992. Aí se estreou em “Macbeth”, com Renato Bruson. Com a ópera “Salomé” de R.Strauss recentemente levada à cena neste Teatro o seu reportório passou a contar com 70 óperas, muitos recitais e concertos por todo o país, colaborando várias vezes com a Fundação Gulbenkian, com o Coro da Universidade de Lisboa, o Coral Luisa Todi de Setúbal, o Coral da Sé do Porto, a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e o Círculo Portuense de Ópera. A partir de 1987 tem sido convidado para cantar noutros países tais como os Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Bélgica, Espanha, França e Israel. Foram êxitos na sua carreira os papéis de Almaviva, Trouffaldino, Ferrando, Ottavio, Goro, Bardolfo, Lord Puff, Cassio, Herodes e outros. Gravou em CD “A Canção Portuguesa”, com Armando Vidal e mais recentemente em DVD e CD “Canções Napolitnas” com a Orquestra de Bandolins da Madeira.
Apresentou-se com esta orquestra no Festival ao Largo (S.Carlos) e fez com ela uma digressão pelo Reino Unido tendo então efectuado 10 concertos em outras tantas cidades daquele país. Cantou com todas as orquestras portuguesas e algumas estrangeiras famosas: O. de Câmara de Pádua, do Comunal de Bolonha, Filarmónica de Moscovo e Sinfónicas de Budapeste, de S.Francisco, de Israel de Pequim e de Shangai. Em Abril de 2001 estreou-se em Itália no Teatro Rossini em Lugo com um papel principal na ópera “Il Trionfo di Clelia” de Gluck.Em 2003 actuou em Coimbra com o renomado tenor José Carreras.Em Janeiro de 2005 actuou em Itália, nos Teatros Comunais de Ferrara e de Módena, na ópera Ariadne auf Naxos de Richard Strauss. Em 2009, após fazer com sucesso o papel de Herodes na ópera Salomé (R.Strauss), em S.Carlos, foi artista convidado pelo Festival Mozart em A Coruña. Cantou ainda mais três óperas: Sansão e Dalila
(Saint-Saens), Lo Frate Nnamurato (Pergolesi) e A Orquídea Branca (Jorge Salgueiro)Melhorou a sua técnica vocal com Marimi del Pozo, Gino Becchi, Campogalliano, Claude Thiolass e Regina Resnik. Foi-lhe atribuido o prémio “Tomas Alcaide” e quatro prémios Nova Gente.

José Ferreira Lobo - Maestro


José Ferreira Lobo - MaestroJosé Ferreira Lobo iniciou a sua actividade profissional em 1979 como Maestro Director da Camerata do Porto, orquestra de câmara que fundou com Madalena Sá e Costa.

Com a colaboração de solistas prestigiados internacionalmente, apresentou-se em inúmeros concertos, no país e no estrangeiro. Em 1992, funda a Associação Norte Cultural, sendo o seu projecto o vencedor do primeiro Concurso para criação de Orquestras Regionais, instituído pelo estado português. Neste contexto, cria a Orquestra do Norte, de que é o seu Maestro Titular e Director Artístico.

Colaborou com artistas consagrados internacionalmente como Krisztof Penderecki, José Carreras, Júlia Hamari, Regis Pasquier, Katia Ricciarelli, Patrícia Kopatchinskaya, Michel Lethiec, Eteri Lamoris, António Rosado, Dame Moura Linpany, Svetla Vassileva, José de Oliveira Lopes, Vincenso Bello e Fiorenza Cossotto.

Da sua carreira internacional destaca-se a direcção de ópera e concerto na África do Sul, no Brasil, na Alemanha, China, Coreia do Sul, no Chipre, em Espanha, nos Estados Unidos da América, no Egipto, em França, na Holanda, Inglaterra, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Itália, Letónia, no México, na Polónia, Roménia, Rússia, Suíça, Turquia, Colômbia e na Venezuela, colaborando com orquestras de renome como Manchester Camerata, Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia, Orquestra de Cannes, Orquestra Sinfónica da Galiza, Orquestra Sinfónica de Izmir, Orquestra Filarmónica Checa, Orquestra Sinfónica de Istambul, Orquestra CRR de Istambul, Orquestra da Rádio Televisão de Pequim, Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Orquestra da Rádio Nacional de Holanda, Orquestra Sinfónica do Estado do México, Orquestra Sinfónica da Universidade de Nuevo Leon, Filarmónica Artur Rubinstein - Lodz, Orquestra Hermitage de St. Petersburg, Orquestra Sinfónica de Zurique – Tonalle, Sinfonieta Eslovaca, Sinfonia Varsóvia, Orquestra Filarmónica de Montevideo, Orquestra Nacional de Atenas e com os Seoul Classical Players.

José Ferreira Lobo apresentou-se em algumas das mais importantes salas de espectáculo do mundo, nomeadamente na Filarmonia de Munique, Tonhale de Zurique, Ópera Nacional do Cairo, no Centro Cultural de Hong Kong, Centro Cultural de Pequim, Teatro Solis de Montevideo, Teatro Cláudio Santoro de Brasília, Teatro Teresa Carreño de Caracas, na Filarmonia de Vilnius, na sala Smétana de Praga e no Hermitage de São Petersburgo. Interpretou ainda música sacra nas igrejas da Madelaine, em Paris, Catedral de Catânia (Festival Bellini) e Orsanmichele, em Florença.

É regularmente convidado a integrar mesas de júri de prestigiados Concursos Internacionais. Dirigiu estreias mundiais de compositores franceses, portugueses, suíços e turcos.

Possui um amplo repertório que abrange o clássico e o romântico, passando por trabalhos contemporâneos e trinta títulos de ópera.
Gravou para a Rádio Televisão e Rádio Difusão Portuguesas e Rádio Suisse – Romande. Com a Orquestra do Norte gravou nove CD’s.

Orquestra do Norte


Orquestra do Norteprimeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português nesse mesmo ano.
Com a titularidade de José Ferreira Lobo, a ON foi iniciadora de um trabalho verdadeiramente pioneiro e inédito, tendo-se afirmado no panorama da música erudita, sendo hoje uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente.
Os objectivos básicos pelos quais sempre se pautou a actividade da Orquestra do Norte passam pela criação de novos públicos, pelo apoio à música e aos músicos portugueses e pela constante renovação do repertório. Vinte anos depois, estes critérios continuam a ser fundamentais para a instituição.
Agente de transformações na gestão cultural do nosso País e criadora de um novo paradigma musical, desenvolve uma intensa actividade com temporadas regulares de norte a sul do país. Realizou mais de 3.000 espectáculos em mais de uma centena de diferentes lugares. A ON apresentou-se ainda em Espanha, França e Alemanha.
Consciente da importância que representam o aumento e a diversificação da oferta artística qualificada no desenvolvimento cultural da população, no alargamento de públicos e na formação do gosto, a Orquestra do Norte apresentou as obras mais representativas dos grandes compositores da história da música. Servindo o grande repertório orquestral, desde o barroco até ao presente, dá especial atenção à difusão da música portuguesa. João de Sousa-Carvalho, Luís de Freitas Branco, Francisco Lacerda, Corrêa de Oliveira e Joly Braga Santos foram alguns dos compositores portugueses abordados.
Os espectáculos da ON incluem concertos sinfónicos, didáctico-pedagógicos, ópera, música de bailado e de câmara. Para além da música erudita, tem abarcado outros géneros musicais, como é o caso do Jazz e música ligeira.
A programação da Orquestra do Norte abriu-se a um repertório mais amplo e variado no qual, juntamente com as partituras básicas do repertório sinfónico ocidental, abundam primeiras audições, tanto de música de recente criação, como partituras recuperadas do passado histórico-musical. Com isto, a ON prossegue e intensifica a sua vontade de atender à música dos nossos dias, apresentando obras de compositores como Krzysztof Penderecki, Kristoff Maratka, Karl Fiorini, Alexandre Delgado, Filipe Pires, Nuno Côrte-real, Miguel Faria, José Firmino de Morais Soares, Joaquim dos Santos, Marc-André Rappaz, Emile Ceunink e François-Xavier Delacoste.
Sedeada na cidade de Amarante, a Orquestra do Norte integra profissionais de reconhecido mérito e tem, habitualmente, a colaboração de prestigiados maestros, solistas e coros nacionais e estrangeiros. Dos conceituados directores de orquestra que subiram ao pódio da ON referimos Juozas Domarkas, Krzysztof Penderecki, Federico Garcia Vigil, Álvaro Cassuto e Rengim Gokmen.
Alguns dos mais destacados solistas vocais e instrumentais portugueses e estrangeiros actuaram nos concertos da ON: entre muitos nomes destacamos António Rosado, Eva Maria Zuk, Avri Levitan, Patricia Kopatchinskaja, Kirill Troussov, Michel Lethiec, Robert Kabara, Placido Domingo, José Carreras, Ileana Cotrubas, Julia Hamari, Fiorenza Cossoto e Svetla Vassileva.
Para além da participação regular do seu próprio coro – ensamble de elevado nível musical - a Orquestra do Norte colaborou ainda, entre outros, com o Coro Nacional de São Carlos, Orfeão de Pamplona e com o Coro de Nuremberga.
A assistência da ON ronda os cinquenta mil espectadores / ano, o que revela a sua capacidade de resposta aos diferentes tipos de público e o especial cuidado com a formação dos jovens, através dos concertos pedagógicos que são orientados e executados numa perspectiva didáctica.

ELENCO ON
MaestroTitular e Director Artístico
José Ferreira Lobo

I Violinos
Emanuel Salvador
Rómulo Assis
Eduardo Rey
Ognyan Vasilev
Richard Downs
Natalia Konik
Miksa Iranyossy-Knoblauch

II Violinos
Alison Wyatt
Mark Heredi
Marcin Sobieraj
Malgorzata Szymanska
Pilar Serrano

Violas
Liliana Fernandes
Laura Blazyte
Ana Ivanova
Bogoslav Andrev
Maryia Sotirova

Violoncelos
Teresa Lli
Marta Ramos
Anna Szczygiel
Rosaliya Rashkova
Elvira Serrano

Contrabaixos
Nelson Fernandes
Rui Leal

Harpa
Emanuela Nicoli

Flautas
Kayoko Minamino
Agnes Abel

Oboés
Russell Tyler
Daniel Bernardino

Clarinetes
Nuno Madureira
Cátia Rocha
Fagotes
Joaquim Teixeira
Adam Odoj

Trompas
Rebecca Holsinger
Mário Reis
Roberto Sousa
Nelson Silva

Trompetes
Aki Matsugi
Flávio Silva

Trombones
Marco Rascão
José Pereira
Jorge Freitas

Tímpanos e Percussão
Kazuko Osada
Malgorzata Matusewcz
Vítor Brandão